Começando mais um texto com o fato de que não utilizo redes sociais, pelo menos as convencionais (tiktok e instagram), e tudo que eu digo aqui, é com base em posts que vejo no Substack e vídeos do YouTube.
Me surgiu um questionamento esses dias, depois de minha irmã dizer que queria ver O poderoso chefão por conta do fato que muitos filme referenciam ele, mas será que se caso ela visse, ela saberia identificar, posteriormente, nos filmes que referenciam? Será que tudo o que consumimos deliberadamente vai para algum lugar ou se aloja nos milhares de conhecimentos rasos que é consumido a partir de vídeo curtos?
Não é novidade para ninguém que vídeos curtos se perdem facilmente na scrolagem de um conteúdo para o outro. Mas a questão aqui, visa abranger mais conteúdos grandes que, de fato, poderiam servir para algo, mas como até eles são perdidos quando consumidos de forma errada ou em grande quantidade.
Existe uma onda atualmente, pelo que vejo no substack, de meninas buscando conhecimento. Mas não é aquela coisa orgânica, são sempre coisas soltas que você pode saber superficialmente, para poder abordar de modo superficial igualmente. Também é bem verdade que nós brasileiros, buscamos sempre nos atrelar a riqueza, apesar de ser falho, não custa tentar. E então surge isso que as pessoas chamam de Capital cultural, dando uma pesquisada rápida no google, eu achei uma definição do mesmo:
- Capital cultural é o conhecimento e as habilidades que demonstram o status social e a competência de uma pessoa.
- O capital cultural pode ser demonstrado por meio de conhecimento pessoal, objetos possuídos ou realizações reconhecidas.
- Todos têm capital cultural, mas nem todos os tipos são valorizados da mesma forma pela sociedade.
E essas 3 coisas que definem o termo, poderiam ser resumidas com somente um "conhecimentos que você adquire sendo rico", porque sendo sincera, ninguém vai considerar os aprendizados que você adquire enquanto pobre, ninguém valoriza a pobreza.
Em entrevista com Michel Alcoforado, antropólogo social brasileiro, o mesmo diz que seu livro "Coisa de rico", ficou devidamente famoso pelo fato do brasileiro ser fascinado pela vida do rico. Qual o melhor jeito de parecer rico, se não começando a agir como tal, pelo menos o que achamos que é ser rico?
Talvez então, eu atribua a isso o motivo pelo qual as pessoas estão consumindo tanto, vai além de consumir bens materiais porque é o melhor jeito de parecer que tem dinheiro. Agora se inicia a busca por parecer classudo, não é atoa que na moda, tendências como alfaiataria e a estética da Jane Birkin tenham crescido tanto, não basta se vestir, se deve agir e se portar como rico. Mas voltando ao tema inicial, será que esse consumo vai ser digerido?
De forma breve, posso afirmar que isso não basta de uma tendencia, e assim como as tendencias que rodeiam a moda, isso vai passar também, e esse consumo por mídias que se dizem intelectuais, ensinamentos que se dizem ser coisa de rico, não vão para lugar nenhum. E quando o assunto que você aprendeu por cima começar a ser aprofundado, você vai buscar conhecer mais a fundo sobre o mesmo? Ninguém que de fato é inteligente sabe de tudo, e você fingir que sabe não te levará a lugar nenhum, pois no fim, você saberá de tudo um pouco mas não poderá abordar nada disso de forma embasada, por que quem sabe de tudo um pouco, não sabe de nada.
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